terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Reviews: Los abrazos rotos e coco avant chanel

Esse final de semana, infelizmente, perdi o enem e por estarem pintado o apartamento, fui no shopping sábado e domingo, boa parte do dia.A seguir, os reviews dos filmes que vi nesses dois dias.

Abraços Partidos (Los abrazos rotos):

A história começa com o dia-a-dia de um escritor cego, ex-diretor que pela deficiência teve de se desvincular da profissão.Na tv, é anunciado a morte de Ernesto Martel, e nos dias seguintes um diretor desconhecido corre atrás do escritor para que produza um argumento para um filme.O escritor recusa, e o ajudante dele, filho de uma amiga editora, se interessa pelo motivo, e assim o escritor conta uma parte de sua vida e as relações que ela tem com o jovem diretor e a morte de Ernesto martel, e até mesmo com a vida da mãe do ajudante.

Um filme de Almódovar com as mesmas marcas registradas, multi-gêneros misturando comédia, drama e suspense e um desenrolar final não esperado, e as atuações de Penelope são deslumbrantes, o que mais se destaca no filme.Recheado de meta-linguagem e algumas citações a filmes antigos próprios e umas poucas de clássicos do cinema, como a direta analogia de Penelope-Audrey hepburn, o filme tende a agradar cinéfilos nesse quesito mas não o público geral.A história é comovente e verossímil, criando uma realidade própria de um drama incrível, e nesse ponto o filme é excepcional.
Nota: 8,5


Coco antes de Chanel(Coco avant Chanel):

O filme retrata a vida de Coco Chanel, do período de infância até os seus primeiros trabalhos, muito provavelmente para tentar evitar críticas sobre o período polêmico de contribuição da ocupação alemã na frança. Abandonada pelo pai, passou a infância no orfanato com sua irmã e logo após tornou-se costureira de manhã e cantora de cabaret à noite, mostrando a ascenção social de Coco através de contatos do cabaret e dos amores que cativou, até conseguir criar sua própria loja de roupas. O melodrama no filme é o ponto fraco, forçaram a barra nas histórias de amor de Coco e a relação dela em virar workaholic por dramas pessoais, como meio de escapar da tristeza.Os vestidos e criações dela tornaram-se quase secundários, numa espiral de romances piegas de cinema antigo. A estética do filme, os cenários e roupas são ótimos, assim como as atuações, mas o roteiro peca no melodrama.

Nota: 6,0

sábado, 14 de novembro de 2009

Poema pra Bárbara

A Verdade Bárbara

Separas de mim o tumor,

de te ver distante do nós,

a garganta arranha e sangra,

por não ter seu beijo

Arranca do meu coração os ventrículos,

poe de decoração na sala de estar,

pra não esquecer a loucura.

que é viver sem sentir

Esquece do passado pútrido,

pois o mundo é revolução,

nascemos para tudo modificar,

começando por nós mesmos


Autor:Luís Augusto

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Hélio:Muito bom, denso, clara influência de Augusto dos anjos

Bárbara: você pode parar por que estou quase colocando as visceras pra fora?

Marjorie:LINDOOOO

Hermano:Tá forte, denso, bom de ler.Troca alvéolos por ventrículos, alvéolos é no pulmão.

*note que eu troquei*

sábado, 7 de novembro de 2009

Carta de Profissão

Rio, 29/10/09
Caro Pai.
Venho lhe informar que já escolhi minha profissão.Serei pintor, pois já não me vejo exercendo outra profissão.Avaliei cuidadosamente minha escolha, levando em conta minhas habilidades e gostos.
Desde pequeno, você constatou minhas habilidades artísticas e nela investiu amor e capital, com cursos de desenho e pintura.Esses elementos tornaram-se muito íntimos meus e a idéia de tornar-lhes um hobbie me é uma violência, pois já são análogos ao meu ser como a respiração é para nós humanos.
A realidade brasileira me é conhecida, assim como os perigos de minha profissão, a miséria e a fome.Conheço muito bem os preconceitos e dificuldades, assim como a predominância de uma elite rica nessa profissão, e que dela não faço parte.Admito também que outras profissões já não se encaixam no meu perfil, muito em si por meu desinteresse e não por ausência de capacidade.
Peço a ti, pai, que aceites minha escolha e não prives de mim as asas necessárias para elevar-me, tanto na criatividade quanto como pessoa.
Do seu amado filho,
Guto
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Feita pra aula do Hélio, forte escolha pro meu futuro, junto com cinema e escrever livros.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cthullu

"The Carol of the Old Ones"
Look to the sky, way up on high
There in the night stars are now right.
Eons have passed: now then at last
Prison walls break, Old Ones awake!
They will return: mankind will learn
New kinds of fear when they are here.
They will reclaim all in their name;
Hopes turn to black when they come back.
Ignorant fools, mankind now rules
Where they ruled then: it's theirs again

Stars brightly burning, boiling and churning
Bode a returning season of doom

Scary scary scary scary solstice
Very very very scary solstice

Up from the sea, from underground
Down from the sky, they're all around
They will return: mankind will learn
New kinds of fear when they are here

Look to the sky, way up on high
There in the night stars are now right.
Eons have passed: now then at last
Prison walls break, Old Ones awake!
Madness will reign, terror and pain
Woes without end where they extend.
Ignorant fools, mankind now rules
Where they ruled then: it's theirs again

Stars brightly burning, boiling and churning
Bode a returning season of doom

Scary scary scary scary solstice
Very very very scary solstice

Up from the sea, from underground
Down from the sky, they're all around.

Fear

(Look to the sky, way up on high
There in the night stars now are right)

They will return.

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PRECISO comprar obras do H.P. Lovecraft mais rápido possível D:
e terminar meus livros do bukowski.

Essa aí é uma letra sobre o Cthullu, um antigo deus do Lovecraft, se quiser ouvir tem esse vídeo aqui.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sangue Sujo-parte 2

No dia seguinte,ele voltara à boate,porém Rebbeca ali não estava...Então ele não se preocupou,e com isso flertou para uma mulher de 1,60 e pouco,bem magrela de longas madeixas pretas e bem branca,ela não lhe deu seu nome,mas sim seu apelido,Lady Evil,mas a essência da maldade habita até nos mais bonitos seres,como ela.Alex fora convidado para uma ala um pouco mais sombria da boate...ela sentou com ele em um sofá preto de couro.Eles se encontravam numa sala,um tanto quanto mal iluminada,paredes de tijolos úmidos e quadros góticos,com uma luminária com filtro vermelho ao teto,logo uniu-se um clima entre os dois.Ela logo se aproximava da boca dele,porém ela abriu a boca,e ele avistou caninos exageradamente grandes e uma mudança na feição dela.O mundo é um lugar estranho,e não seria hoje que ele deixaria de ser.Ela estava à quase encostar no pescoço dele,quando uma estaca atravessara seu peito.Ele olhara assustado a imagem do ser que fizera isso,mas não tinha composição completa,era um ser com aspecto gasoso,parcialmente preto com uma pequena luz fosca.Tomado pelo medo,ele logo correu,assustado,até chegar em casa,onde afogou suas mágoas em seu travesseiro.

Nessa hora,se encontrava paranóico,porque descobrirá a verdade sobre os vampiros e ao mesmo tempo,o medo inconstante sobre o ser gasoso.Era Segunda-feira,início da 2° semana do mês,seria ótimo se ele esquecesse os acontecimentos de domingo,mas não conseguiu.A cada nova linha traçada em seu desenho arquitetônico,ele observava as pessoas a sua volta,aos mínimos detalhes,desde roupa à comportamento.Paranóia,foi essa paranóia que diminuiu seu desempenho no trabalho e aos poucos foi arruinando sua carreira.A insanidade acometeu ele,e vendo a situação ruim que seu empregado se encontrava,seu chefe,Adams Windsor o indicou à uma psicóloga.A psicóloga era uma senhora de idade,detentora dos bons costumes e da antiga etiqueta,logo às primeiras palavras de vampiros,seres gasosos e goticismo,ela o indicara à um psiquiatra amigo pessoal dela.O psiquiatra o indicou remédios anti-depressivos e coisas para o deixarem mais lúcido do que o de costume,como seu chefe o dissera.Remédios e remédios foram se acumulando,até que Alex,não conseguindo mais suportar sua paranóia e a falta de confiança que os outros o depositavam,desistiu de seu trabalho e com isso seus médicos também.Sentindo-se despedaçado socialmente,já que perdera todos os seus contatos,inclusive sua família que o descriminava por sua paranóia.Ele não viu outra saída,,decidiu entrar para seitas ocultistas e se corromper ainda mais.Primeiramente,foi quase impossível achar alguma que coincidisse com seus ideais e por ultimo,a iniciação requeria mais do que sua convicção o ordenava.Sua iniciação era complicada,ele deveria matar o seu maior medo,e este era os vampiros,por isso,ele foi a loja de armas e comprou duas pistolas,uma grande e outra pequena.Ele sabia,que achar um vampiro à amostra e descuidado o suficiente,não seria a algo nada fácil,pensando nisso,veio lhe a idéia da boate.Chegando nesta,ele viu Rebecca na entrada,toda vestida de preto e agora com algumas mechas roxas no cabelo.Ela virou-se e entrou na boate,provavelmente procurando algo ou alguém.Ele correu em direção à entrada,mas foi parado após os seguranças notarem a pistola grande...após umas 2 horas de blefes de Alex e um pouco de propina,os seguranças o deixaram entrar contanto que deixasse a pistola com eles,e eles a devolveriam na saída.Ele entrou,agora com menos coragem,visto que perdera uma de suas pistolas...Ela estava pegando uma cerveja no bar,e falando com seu amigo.Na mesma hora que ele entrou na boate,ela levantou com os olhos cheios de lágrimas e veio correndo em direção a ele,mesmo com a multidão dançando,ela conseguiu abrir espaço empurrando-os.Os dois conversaram por alguns minutos,trocaram beijos e carícias,mas Alex não podia se desprender de sua obrigação,por isso deu uma desculpa qualquer à ela,e foi rumo a sala especial da boate.Ao chegar nela,a porta de correr de madeira,por onde entrara se fechou.A sala continuava a mesma,porém sem nenhuma alma viva.Ele sentiu uma sensação de estar sendo observado,por isso ele sacou sua pistola e ficou atento aos móveis e cantos da sala.Três segundos após estar em posição,um homem pálido de cabelos longos,vestindo jeans e camiseta colada ao corpo,apareceu subitamente nas costas dele,Ele sentindo-se ameaçado,atirou múltiplas vezes no homem,mas sua arma estava sem balas,porque esquecera de comprar na loja!O homem pálido logo abriu sua mandíbula e destas vieram caninos bem avantajados rumo ao pescoço dele,então ele se tacou para o lado,fazendo com que o vampiro abocanhasse o ar,Alex sem saída e sem armas,correu para o criado mudo que ficava ao lado do sofá.O criado mudo tinha três gavetas,e o vampiro já se preparava para o segundo ataque,agora com garras em direção a ele,que estava agachado.Ele puxou a primeira gaveta,vendo que nada tinha,a arremessou rumo as garras do vampiro,que a estraçalharam como papel.Ele,agora tremendo de medo,abriu as duas gavetas,a segunda não tinha nada e a terceira tinha um maço de cigarros,uma caneta e um papel,ele guardou rapidamente o maço e o papel.

O vampiro,agora vibrando de fúria,não perdeu tempo e fez dois rasgos profundos nas costas dele.Por sorte do vampiro,a boate estava num som muito alto,por isso não ouviram o berro escandaloso.De súbito e no desespero,ele se lembrara da noite em que quase virara vampiro,e com isso se lembrou que os fumantes ficavam em cima desse sofá,fumando.Ele então rolou para o lado,e o vampiro esmagou o criado mudo inteiro,com as duas garras e a boca.Alex tirou as almofadas em questão de segundos,e no fundo do sofá viu um isqueiro.Agora com mais confiança,pensando na possibilidade de se salvar,ele acendeu o isqueiro,mas mesmo assim o vampiro não cessou seus ataques,dando três garradas nele,uma profunda na barriga,uma de raspão no braço esquerdo e outra na perna direita.

Ele então,incendiou os cabelos do vampiro,que agora chorava de dor,Alex não perdeu a oportunidade.Correu até o sofá e tirou a manta que o cobria,tacou esta no vampiro e o incendiou vivo.Quem verse ele nessa hora,provavelmente veria o próprio retrato do demônio.Na saída da boate,a insanidade o dominara por completo,ele pegou suas armas de volta e matou os guardas e após disso,todos os que estavam na boate,inclusive Rebecca.Voltando para casa,ele matou seus vizinhos, que julgara os vampiros e no final,matou a si mesmo,se auto-denominando Drácula.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Conto antigo, meio mal escrito, nem vou fazer revisão

Sangue Sujo,uma história não contada

Acho que todos já ouviram falar de vampiros,porém,difundidas na sociedade são as verdades sobre eles.Em geral,todos desacreditam na existência deles,inclusive o arquiteto Alex Crowl,26 anos.Desde o nascimento até hoje,Crowl adorava desenhar casas e vilas,por isso veio a ser arquiteto.Ele também era extremamente compromissado com seu trabalho,o que o privava de amigos,desde os tempos de infância.Ao que data da antiguidade até a modernidade,o homem comete seus deslizes,e o de Alex Crowl foi deixar-se tomar pela solidão.Vendo a situação em que se encontrava,ele resolveu mudar seu destino de vez... mal sabia ele,que isso seria sua ruína.

Num dia como qualquer outro,numa tarde chuvosa ele pegou uma filipeta de uma boate gótica.Chegando em casa,ele como de costume,guardou seus desenhos e medidas na gaveta de seu quarto.Era um quarto branco,ao qual,como toda a casa,foi projetado por ele mesmo e o propriamente decorou,por isso,sua casa era seu grande refúgio.Ele debruçou-se em sua mesa após o dia cansativo e leu a filipeta,nela dizia:

“ Vampire Fest,a noite dos amaldiçoados!

Rua Darren Paul,n°128

Entrada:10 reais 18+

Sex,Sáb e Dom à partir das 00:00”

Pois bem,Alex não resistiu à tentação de achar uma companheira feminina,e com isso foi ao vampire fest.Chegando lá,ele se deparou com algo que o chocou profundamente,garotas vestidas de preto com grande número de piercings,tatuagens e cabelos estranhos.Ele definitivamente desconhecia a tribo gótica,visto que sempre odiou cemitérios e só usava o computador para fins acadêmicos,mas nem esse estranho mundo novo o assustou,pois sua convicção era incrível.Ele passou a noite inteira dançando junto aos outros,porém ninguém o aceitava,devido à falta de conhecimento dele sobre o goticismo,bandas ou mesmo pela falta de visual.Desmotivado e desnorteado,ele voltou para casa ao fim da festa.Talvez valesse a pena,talvez não,mas Alex se converteu à cultura gótica,adotando piercings,ouvindo as bandas,indo em cemitérios e coisas do gênero.Ele realmente mudou seu modo de pensar ao modo gótico.Preparado,e com uma nova motivação,ele voltou à boate.De início,não se enturmou,mas entre uma música e outra foi cativando a todos com seu estilo de dança completamente espontâneo e sem preparo.Rebbeca era seu nome,uma bela moça de 20 e poucos anos,de cabelos longos ruivos,corpo magro e branco.Ele se apaixonara por ela,que percebendo seus olhares pouco discretos,dirigiu-se à ele.Os dois tinham muito pouco em comum,logo a conversa foi pouca e confusa,porém a vontade era recíproca,e logo após mais uma abobrinha de Alex,ela o roubou o beijo,algo que ninguém antes o fizera,já que ele nunca tocara os lábios de uma mulher,e após isso ele voltou para sua casa,como um homem novo e revigorado.


CONTINUA NO PRÓXIMO POST.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Produção Literária - inícios

Esqueçam a eleição do grêmio, não vou falar sobre.Vou modificar um pouco a temática, mexer nas engrenagens daqui.Vou postar menos diário e mais poesia e textos sobre visão de mundo e etc.Começar-ir-ei com um premiado, de 3º lugar.À medida que os velhos se esgotarem(o que não vai demorar muito), postarei os novos.

Espelho do Ser

Minhas mãos gélidas se esfregam,
ansiando criar mais calor.
O frio cortante nos envolve,
e a saudade me engole.


Saudade do que não tenho,
saudade do que não fui,
sentimento tão obscuro,
tão vil e profundo.

Através de um espelho,
vejo o vazio do corpo.
Através de uma janela,
vejo o erro do existir.

Durmo sem querer acordar,
quero fugir do presente,
que traz sofrimento constante,
quero ficar preso na introspecção.

O vazio me acolhe,
em sua bela forma,
a solidão me corrói,
com sua eterna imensidão

Somos todos personagens,
de livros que nunca lemos,
de filmes que nunca vimos,
somos todos tolos.