Sangue Sujo-parte 2
quarta-feira, 14 de outubro de 2009, 19:57
No dia seguinte,ele voltara à boate,porém Rebbeca ali não estava...Então ele não se preocupou,e com isso flertou para uma mulher de 1,60 e pouco,bem magrela de longas madeixas pretas e bem branca,ela não lhe deu seu nome,mas sim seu apelido,Lady Evil,mas a essência da maldade habita até nos mais bonitos seres,como ela.Alex fora convidado para uma ala um pouco mais sombria da boate...ela sentou com ele em um sofá preto de couro.Eles se encontravam numa sala,um tanto quanto mal iluminada,paredes de tijolos úmidos e quadros góticos,com uma luminária com filtro vermelho ao teto,logo uniu-se um clima entre os dois.Ela logo se aproximava da boca dele,porém ela abriu a boca,e ele avistou caninos exageradamente grandes e uma mudança na feição dela.O mundo é um lugar estranho,e não seria hoje que ele deixaria de ser.Ela estava à quase encostar no pescoço dele,quando uma estaca atravessara seu peito.Ele olhara assustado a imagem do ser que fizera isso,mas não tinha composição completa,era um ser com aspecto gasoso,parcialmente preto com uma pequena luz fosca.Tomado pelo medo,ele logo correu,assustado,até chegar em casa,onde afogou suas mágoas em seu travesseiro. Nessa hora,se encontrava paranóico,porque descobrirá a verdade sobre os vampiros e ao mesmo tempo,o medo inconstante sobre o ser gasoso.Era Segunda-feira,início da 2° semana do mês,seria ótimo se ele esquecesse os acontecimentos de domingo,mas não conseguiu.A cada nova linha traçada em seu desenho arquitetônico,ele observava as pessoas a sua volta,aos mínimos detalhes,desde roupa à comportamento.Paranóia,foi essa paranóia que diminuiu seu desempenho no trabalho e aos poucos foi arruinando sua carreira.A insanidade acometeu ele,e vendo a situação ruim que seu empregado se encontrava,seu chefe,Adams Windsor o indicou à uma psicóloga.A psicóloga era uma senhora de idade,detentora dos bons costumes e da antiga etiqueta,logo às primeiras palavras de vampiros,seres gasosos e goticismo,ela o indicara à um psiquiatra amigo pessoal dela.O psiquiatra o indicou remédios anti-depressivos e coisas para o deixarem mais lúcido do que o de costume,como seu chefe o dissera.Remédios e remédios foram se acumulando,até que Alex,não conseguindo mais suportar sua paranóia e a falta de confiança que os outros o depositavam,desistiu de seu trabalho e com isso seus médicos também.Sentindo-se despedaçado socialmente,já que perdera todos os seus contatos,inclusive sua família que o descriminava por sua paranóia.Ele não viu outra saída,,decidiu entrar para seitas ocultistas e se corromper ainda mais.Primeiramente,foi quase impossível achar alguma que coincidisse com seus ideais e por ultimo,a iniciação requeria mais do que sua convicção o ordenava.Sua iniciação era complicada,ele deveria matar o seu maior medo,e este era os vampiros,por isso,ele foi a loja de armas e comprou duas pistolas,uma grande e outra pequena.Ele sabia,que achar um vampiro à amostra e descuidado o suficiente,não seria a algo nada fácil,pensando nisso,veio lhe a idéia da boate.Chegando nesta,ele viu Rebecca na entrada,toda vestida de preto e agora com algumas mechas roxas no cabelo.Ela virou-se e entrou na boate,provavelmente procurando algo ou alguém.Ele correu em direção à entrada,mas foi parado após os seguranças notarem a pistola grande...após umas 2 horas de blefes de Alex e um pouco de propina,os seguranças o deixaram entrar contanto que deixasse a pistola com eles,e eles a devolveriam na saída.Ele entrou,agora com menos coragem,visto que perdera uma de suas pistolas...Ela estava pegando uma cerveja no bar,e falando com seu amigo.Na mesma hora que ele entrou na boate,ela levantou com os olhos cheios de lágrimas e veio correndo em direção a ele,mesmo com a multidão dançando,ela conseguiu abrir espaço empurrando-os.Os dois conversaram por alguns minutos,trocaram beijos e carícias,mas Alex não podia se desprender de sua obrigação,por isso deu uma desculpa qualquer à ela,e foi rumo a sala especial da boate.Ao chegar nela,a porta de correr de madeira,por onde entrara se fechou.A sala continuava a mesma,porém sem nenhuma alma viva.Ele sentiu uma sensação de estar sendo observado,por isso ele sacou sua pistola e ficou atento aos móveis e cantos da sala.Três segundos após estar em posição,um homem pálido de cabelos longos,vestindo jeans e camiseta colada ao corpo,apareceu subitamente nas costas dele,Ele sentindo-se ameaçado,atirou múltiplas vezes no homem,mas sua arma estava sem balas,porque esquecera de comprar na loja!O homem pálido logo abriu sua mandíbula e destas vieram caninos bem avantajados rumo ao pescoço dele,então ele se tacou para o lado,fazendo com que o vampiro abocanhasse o ar,Alex sem saída e sem armas,correu para o criado mudo que ficava ao lado do sofá.O criado mudo tinha três gavetas,e o vampiro já se preparava para o segundo ataque,agora com garras em direção a ele,que estava agachado.Ele puxou a primeira gaveta,vendo que nada tinha,a arremessou rumo as garras do vampiro,que a estraçalharam como papel.Ele,agora tremendo de medo,abriu as duas gavetas,a segunda não tinha nada e a terceira tinha um maço de cigarros,uma caneta e um papel,ele guardou rapidamente o maço e o papel. O vampiro,agora vibrando de fúria,não perdeu tempo e fez dois rasgos profundos nas costas dele.Por sorte do vampiro,a boate estava num som muito alto,por isso não ouviram o berro escandaloso.De súbito e no desespero,ele se lembrara da noite em que quase virara vampiro,e com isso se lembrou que os fumantes ficavam em cima desse sofá,fumando.Ele então rolou para o lado,e o vampiro esmagou o criado mudo inteiro,com as duas garras e a boca.Alex tirou as almofadas em questão de segundos,e no fundo do sofá viu um isqueiro.Agora com mais confiança,pensando na possibilidade de se salvar,ele acendeu o isqueiro,mas mesmo assim o vampiro não cessou seus ataques,dando três garradas nele,uma profunda na barriga,uma de raspão no braço esquerdo e outra na perna direita. Ele então,incendiou os cabelos do vampiro,que agora chorava de dor,Alex não perdeu a oportunidade.Correu até o sofá e tirou a manta que o cobria,tacou esta no vampiro e o incendiou vivo.Quem verse ele nessa hora,provavelmente veria o próprio retrato do demônio.Na saída da boate,a insanidade o dominara por completo,ele pegou suas armas de volta e matou os guardas e após disso,todos os que estavam na boate,inclusive Rebecca.Voltando para casa,ele matou seus vizinhos, que julgara os vampiros e no final,matou a si mesmo,se auto-denominando Drácula. 1 Comentários |
quem vos escreve
Luís filósofo simpático, escritor de botequim e pintor de mágoas. visualizar perfil completo mein links
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setembro 2009outubro 2009 novembro 2009 dezembro 2009 janeiro 2010 abril 2010 julho 2010 agosto 2010 |
1 Comentários:
Tenso. Enfim, não sou um bom crítico literário, mas vamos lá. Em primeiro lugar, foi uma boa jogada o nome da personagem principal, Alex Crowl é uma alusão direta a Aleister Crowley e isso foi muito foda. Toda a temática está inclusa no movimento literário do momento, as obras vampirescas estão dominando o mercado dos livros, Stephyne Meyer que o diga. A história se desenrola bem, mas o final é meio exagerado demais, ele mata a tudo e todos e se mata, se auto-denominando Drácula, é uma contradição absurda e paranóica da personagem. Ele se dedica a eliminar os vampiros e acaba se matando por pensar que é um? Sinceramente, até faz sentido, basta pensar um poquinho que vc acha a resposta pra tudo XD
Muito bom Luís, se bá agente adapta em forma de curta XD
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