Prova da Uerj
segunda-feira, 14 de setembro de 2009, 10:10
Acordei numa manhã de domingo, tomando o café apressado, enquanto minha mãe se arrumava e separava uma garrafa d'água e as chaves do carro.Trocando de roupa, não imaginava o ritual de iniciação que iria fazer parte.

Chegando no campus da praia vermelha, já avistava o Helvio, logo após a Maian, e depois a Raquel, e a Marina, e o Rudá, e o Marco, e... consegui encontrar dos mais próximos amigos aos mais distantes conhecidos, como companheiros de chapa, de curso, de futebol no aterro...
Dez minutos para o início, as conversas paralelas dos grupos iam terminando, cada um ia para uma sala diferente, num prédio diferente.Olho para o papel e vejo : -Escola de Comunicação-sala 111-, chegando na sala, procuro uma cadeira e algum rosto conhecido.Cadeiras sobram, mas nenhum conhecido.Sento.Espero.O silêncio era quase absoluto, variando entre barulho de mexidas no papel e de batidas de caneta contra a mesa.Logo chegou a prova, e o clima de tensão instalou-se no ar, e nas almas dos candidatos.

E lá estava eu, do 2º ano, fazendo a prova por experiência.O tempo corria e com ele, os meus pensamentos paralelos.Pensei muito, do importante ao dispensável, das horas que perdia de sono para realizar esse masoquismo ao fim da união soviética.Fazer aquelas questões ininteligíveis de matemática, química e física era brincar de bingo, onde o prêmio era um que não podia legitimar e as perdas eram mais que esperadas.As questões de humanas e linguagem eram boas, não soavam destrutivas e sim interessantes, com textos sobre arte, submissão, conflitos sociais, desigualdade e globalização.Gastei duas horas para terminar.

Já em casa, chequei o gabarito e comparei notas minhas com a de amigos.Sentia uma incoerência, ou mesmo indignação muito grande.Havia tirado C, acertando 33/60, enquanto amigos do 3º ano tiravam C ou menos.Não entendo, eles passam o ano inteiro estudando pra realizar aquilo e não conseguem êxito.Nesse momento, as peças do quebra-cabeça se encaixaram, não era a falta de habilidade deles e sim o nervosismo que os atrapalhava.
Agora concluo e prego meus ensinamentos:
Viver em regime quase-escravo, como o de vestibulando lhes é prejudicial.Libertai-vos, Embriagai-vos e Relaxai-vos.

e foi o que fiz após a prova, seguido de rpg com amigos.


1 Comentários

1 Comentários:

Blogger Daniel Guerra disse...

Embriagai-vos caros amigos, ouçam com atenção aos ensinamentos do filosofo simpático.

14 de setembro de 2009 às 18:26  

Postar um comentário